| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Tyranninae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | M. maculatus |
O bem-te-vi-rajado é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.
Também chamado de siriritinga, bem-te-vi-preto e rajada (Sul do Piauí).
Esta espécie pode ser confundida com o bem-te-vi-pirata (Legatus leucophaius) e com o peitica (Empidonomus varius), mas é maior que os dois. É uma espécie geralmente solitária e quieta, cantando com mais intensidade ao entardecer ou nas primeiras horas do dia. Também conhecido por soluço.
Seu nome científico significa: do (grego) muia = mosca; e de dunastës = governante; e do (latim) = maculatus, macula = manchado, com manchas, mancha. ⇒ Governante das moscas manchado.
A maior das espécies rajadas da família, destaca-se pelo enorme bico e cabeça desproporcional ao corpo. É do tamanho do bem-te-vi. As listras superciliares brancas não se unem na nuca, como nas outras espécies de plumagem rajada.
Possui sete subespécies reconhecidas:
(Clements checklist, 2014).
Alimenta-se de insetos que apanha em voo a partir do poleiro e também de pequenos frutos como o da canela-amarela, sendo um provável dispersor de sementes. Gosta muito também das bananas maduras da embaúba. Adora cigarras e, para comê-las, faz os seguintes passos: primeiro ele as apanha em pleno voo, em seguida bate a cigarra repetidas vezes em um galho até suas asas caírem, depois joga o corpo da cigarra para cima e a engole.
Migratório no Pantanal, chega no final de julho/agosto para iniciar logo a reprodução. Ninho em ocos de árvore, geralmente feito por pica-paus.Também usa ninho com entradas laterais (de surucuá e outras aves) nos cupinzeiros arborícolas. Leva folhas e capins para a cavidade, fazendo um ninho propriamente dito. O casal alimenta a prole, afastando agressivamente predadores. A fêmea é encarregada tanto da construção do ninho quanto da incubação, que leva 16 ou 17 dias. O casal se reveza na alimentação dos filhotes, que deixam o ninho 18 a 21 dias após a eclosão. Também procria em postes na cidade, aproveitando-se de medidor de relógio com vidro quebrado ou refletor desativado com vidro quebrado; aproveita ninhos de joão-de-barro (observação pessoal), esses locais de reprodução são arborizados. Na região central do Estado de São Paulo também é migratório permanecendo de setembro a março, ou seja, na primavera/verão,período em que se reproduzem.Quando os filhotes crescem,migram para outras regiões de modo que não são vistos no outono/inverno (Observação pessoal, João de Almeida Prado, Bariri-SP).
Habita a parte interna das matas ciliares, cerradões, cambarazais e matas secas. Ocasionalmente, aparece em áreas de cerrado denso. Não costuma ficar em poleiros expostos, como as outras espécies rajadas. Apesar do tamanho, confunde-se bem com a folhagem, usando as diferenças de luz e sombra da região abaixo da copa. Muitas vezes, é difícil distingui-lo nesses locais. Vive em casais ou grupos familiares, muito agressivos com outros bem-te-vis-rajados. O chamado de contato mais usado e capaz de denunciá-lo parece um soluço agudo, levemente anasalado, repetido várias vezes. As outras aves respondem e podem encher a mata com esse som. Sua vocalização consiste em uma série de guinchos repetidos. Passa a maior parte do tempo pousado em poleiros nas árvores das bordas de matas secundárias, florestas de galeria ou matas de várzea.
Realiza migrações sazonais, indo para as latitudes mais baixas no inverno.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: